sexta-feira, 13 de março de 2009

Ouça Black Sonora no CAS


Salve Povo do BEN!

Numa relax, numa tranquila, numa boa???

Mais uma vez estamos nas ondas sonoras do podcast CAS | Caipirinha Appreciation Society, Programa de rádio londrino dedicado à diversidade da música brasileira apresentado pelos brasileiros MdC Suingue e Kika Serra.

Neste programa "Oh La La!" rolou a versão remixada de Que Beleza do projeto Malaquito 16, música gravada em 2004 pelo Black Sonora com David Bemfica no violão e André Lima nos teclados.

No mais... aquele abrAÇO e espalhe a palavra

Yuga

quinta-feira, 12 de março de 2009

Black Sonora no Duelo de MCs | Aquecimento Tributo


Salve Povo do BEN!

Numa relax, numa tranquila, numa boa???

Nesta Sexta-feira 13 estaremos no Duelo de MCs como banda de apoio tocando ao vivo as bases para a galera rimar, como o Tributo ao Racional TIM MAIA está chegando, a idéia é tocar bases de músicas do Sindico, vamos ver no que dá.

Para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de conhecer o trabalho do Familia de Rua, esta é uma ótima oportunidade.

O Duelo de MCs acontece todas as sextas a partir das 20h debaixo do Viaduto Santa Teresa (ao lado da Serraria Souza Pinto).

No mais... aquele abrAÇO e espalhe a palavra

Yuga

quarta-feira, 11 de março de 2009

O papo agora é "racional" com Sérgio Pererê


O cantor, compositor e percussionista Sérgio Pererê é Integrante do Tambolelê, grupo que possui dois álbuns gravados e diversas participações ao lado de artistas como Milton Nascimento e Maurício Tizumba. Dono de uma voz com características marcantes, Pererê é reconhecidamente um dos mais importantes músicos do estado. Trocamos uma idéia bacana com ele sobre o Tim Maia Racional e até questões políticas surgiram na conversa. Confira abaixo.


Qual foi o seu primeiro contato com os discos da fase “racional” do Tim Maia?
Foi há uns vinte anos atrás, quando conheci algumas pessoas da cultura racional. Eram fãs de black music e do Tim Maia, talvez até pelo fato de ele ter feito dois discos voltados para a crença deles.


E qual foi a sua primeira impressão em relação àquele trabalho?
Achei a música muito poderosa, principalmente porque ele usou a arte pra expressar uma verdade pessoal. Quando ele se vale da arte pra dizer algo em que acredita isso por si só torna a obra louvável. Ele se baseou em coisas pessoais para compor aquelas músicas, como quando ele diz “já senti saudade,já fiz muita coisa errada” são experiências pessoais, entende? É como funcionam as letras do John Lennon, por exemplo. São muito verdadeiras, e essa verdade pessoal é o que as torna universais, assim como estas músicas do Tim Maia.

O trabalho do Tim influenciou você enquanto cantor?
Com certeza. Como cantor negro é impossível negar a presença do Tim Maia. Ele possuía uma extensão vocal fantástica, uma grande capacidade de improvisar nas mais diversas situações. De certa forma o Tim Maia é o grande mestre de cerimônia da música brasileira.

Você participou do último Tributo ao Racional Tim Maia, como rolou o convite?
Eu já havia visto o Black Sonora, conhecia alguns deles, como o Yuga por exemplo. Desde o início gostava muito do trabalho e estava interessado em fazer algum trabalho com os caras. Lembro que uma vez, eu estava indo pra Espanha, havia acabado de assistir ao show da banda e pedi o cd para que eu pudesse levar e contribuir de alguma forma. Algum tempo depois rolou o convite para participar do Tributo, e eles tiveram muita paciência comigo porque eu estava com outras músicas na cabeça (risos), mas deu tudo certo no final.

Há uma revalorização da música negra brasileira da década de 70, por parte do público jovem. Como você avalia isso?
É necessário voltar lá atrás pra analisar a importância disto. Nos anos 70 surgiram ícones negros como Cassiano, Toni Tornado e que traziam essa questão do “orgulho em ser negro” num país como o nosso, que é preconceituoso e tem dificuldades em lidar com isto. Nos anos 80 este pessoal desapareceu, só o Tim Maia permanecia, e aí ficou um hiato. Anos depois existe essa revalorização, mas ela não veio sozinha, veio com uma mudança de comportamento. Não tenho dificuldades em falar da questão étnica porque sou muito tranquilo em relação a isso, mas o fato é que ser negro no Brasil continua difícil, mas é mais fácil do que foi há anos atrás, quando você se olhava no espelho e tinha certeza que a sua aparência era errada, isso acontecia muito, principalmente com as garotas. Então hoje você escuta “o negro é lindo”, considero isso um avanço, mas é pouco, já que as pessoas estão preocupadas apenas com a estética. A coisa é mais importante do que dizer “a gente é lindo”, vai além disto, é uma questão de identidade. Fazer um tributo ao Tim Maia é fazer homenagem à alguém que era antenado nisso tudo, e tem uma simbologia importante já que em outros tempos festas assim não seriam vistas com bons olhos, por uma questão meramente cultural.

Muro Racional por Hyper

Salve Povo do BEN!

Numa relax, numa tranquila, numa boa???

Olha ai mais um "muro racional" pela cidade, dessa vez a arte ficou por conta do grafiteiro Hyper e vc pode ver de perto na av. do contorno, Floresta ao lado do Lobo Mau.



Foto por Cubanito.

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Yuga

terça-feira, 10 de março de 2009

Mais fotos do Muro Racional

Salve Povo do BEN!

Numa relax, numa tranquila, numa boa???

Ai vai mais fotos do "Muro Racional" feito pelos grafiteiros Iron 2, Gud e MTN na av. Cristovão Colombo - Savassi.



Fotos por Cubanito

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Yuga

sexta-feira, 6 de março de 2009

Tributo ao Racional TIM MAIA pela Cidade...

Salve Povo do BEN!

Numa relax, numa tranquila, numa boa???

Este ano a Sétma edição do Tributo ao Racional TIM MAIA terá várias surpresas, uma delas é a parceria que fizemos com os grafiteiros IRON 2 , GUD , MTN (alemanha), que já estão mandando a "Energia Racional" pelos muros da cidade, confira ai algumas fotos do muro da Av. Cristovão Colombo na Savassi.









Daqui a pouco coloco aqui a programação deste ano, certo?

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Yuga

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Ao som do Tim Maia Racional




Não é exagero nenhum dizer que este é um dos trabalhos mais influentes da música brasileira, claro que a obra do saudoso Tim não se resume a apenas isso, mas trata-se de uma fase singular e musicalmente genial do síndico. Os discos (são dois volumes) foram lançados respectivamente em 1975 e 1976 pelo selo “Seroma” (abreviação de Sebastião Rodrigues Maia). Como os trabalhos foram lançados de forma independente, o próprio Tim Maia e os músicos da banda saíam com os discos debaixo do braço, de porta em porta e de loja em loja (coisa comum hoje em dia pra um monte de artistas).


Estes álbuns foram produzidos quando o músico esteve ligado à seita “universo em desencanto” (se é que podemos chamar de seita), que prega a idéia de que a origem da humanidade está nas estrelas, ou algo assim. Enfim, toda a temática do trabalho gira em torno desta crença e do livro, “leia o livro, read the book” é a frase mais presente nas músicas dos dois LPs. Mas o importante mesmo é a musicalidade, a mensagem fica em segundo plano.


Não demorou muito e Tim, literalmente, se “desencantou” com o universo em desencanto (desculpem o trocadilho infame) quando se sentiu enganado pela seita. Reza a lenda que o músico recolheu o maior número possível de discos e destruiu, tamanha foi a sua decepção com a história. Daí pra frente Tim voltou às suas composições habituais e nunca mais quis tocar no assunto.


Os discos viraram raridade, sendo cultuados tanto aqui quanto na Europa. Como Tim Maia, detentor dos direitos, nunca liberou um relançamento e após sua morte a coisa ficou com seus herdeiros, muita gente só ouvia falar do trabalho, sem jamais ter escutado de verdade uma única música destes álbuns que já eram verdadeiros mitos. No final dos anos 90 era possível ter cópias em CDR desde que você tivesse um amigo com boa vontade pra disponibilizar o material.


Para a maioria das pessoas o acesso à obra veio de forma indireta. Em 1997 Marcelo D2 lançou o primeiro cd solo e no trabalho trazia samplers da música “Rational Culture” além de mencionar os discos em “O império contra-ataca”.
“Que beleza” foi ouvida por muita gente na voz de Frejat, líder do Barão Vermelho, som que também foi interpretado por Marisa Monte. A romântica “Ela partiu” serviu de base para outro clássico, a música “O homem na estrada” do Racionais Mcs.


Foi só em 2006 que a Trama finalmente relançou o primeiro volume em CD, com chiado de vinil e tudo, além de um disco de remixes com participações especiais de Rappin Hood, Max de Castro, Bossa Cuca Nova e Parteum, entre outros. Em Belo Horizonte a coisa se massificou com os eventos do Tributo ao Tim Maia Racional, mas isso a gente conta como começou nos próximos bate-papos, por ora basta frizar o quanto a influência do síndico permanece presente em nossa música. You gotta be rational!


Roger Deff é jornalista, vocal do
Julgamento leitor assíduo de HQs e, claro, ouvinte compulsivo do Tim Maia!